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terça-feira, 27 de julho de 2010

Relíquias

Como sempre, eu gosto de tentar achar coisas interessantes em livros. Nada melhor que encontrar fragmentos de coisas que passaram desapercebidas antes e que agora nos são tão valiosas.

Perpassando mais uma vez o meu Harry Potter e As Relíquias da Morte dei-me de cara com esse Epígrafo tão marcante que resolvi anotá-lo aqui.

Espero que todo mundo veja esses poemas assim como eu. São frases  fortes, muito apropriadas para o contexto do desfecho da série.

Epigrafo








Ah, desgraça inerente à raça!

o grito torturante da morte

e o golpe que atinge a veia,

o sangramento inestancável, a dor,

a maldição insuportável.



Mas há uma cura dentro

e não fora de casa, não

vinda de outros mas deles próprios

por sua disputa sangrenta. Apelamos a vós,

deuses da sombria terra.



Ouvi bem-aventurados poderes soterrâneos -

atendei o nosso apelo, socorrei-nos

Favorecei os filhos, dai-lhes a vitória.



Ésquilo, As coéforas











A morte é apenas uma travessia do mundo, como os amigos atravessam o mar e permanecem vivos uns nos outros. Porque sentem a necessidade de estar presentes, para amar e viver o que é onipresente Neste espelho divino vêem-se face a face; e a sua conversa é livre e pura. É este o consolo dos amigos e embora se diga que morrem, sua amizade e convívio estão, no melhor dos sentidos, sempre presentes, porque são imortais.



William Penn, More Fruits of Solitude